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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

PLANO DE ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL: CONCEPÇÕES

OLÁ,

QUERO SOCIALIZAR ESTE TEXTO QUE DESENVOLVI PARA O COLÉGIO BRASÍLIA DE SBC QUANDO OCUPAVA A FUNÇÃO DE ORIENTADOR EDUCACIONAL E PEDAGÓGICO.

            PLANO DE AÇÃO – ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL




DADOS DE IDENTIFICAÇÃO



Plano de Ação - Orientação Educacional

Colégio Brasília

Ensino Fundamental (Etapas I e II) e Ensino Médio                         

Fellipe de Assis Zaremba
Endereço eletrônico: fellipeazaremba@yahoo.com.br

São Bernardo do Campo, 08 de agosto de 2007.


1. Título

Plano de Ação: Orientação Educacional

2. Apresentação

“O Planejamento é uma metodologia gerencial que permite estabelecer a direção a ser seguida, visando maior e melhor interação com a realidade. O plano é a racionalidade pratica do planejamento, sua virtude está condensada na competência de saber ser e saber fazer ”. Bill Gates

O Planejamento é uma metodologia gerencial que permite estabelecer a direção a ser seguida, visando maior e melhor interação com a realidade.
Com esta finalidade foi elaborado o Plano de Ação – Orientação Educacional 2007 do Colégio Brasília, objetivando subsidiar todas as Ações / Projetos articuladas na relação escola, alunos e família.
Este Plano de Ação é o desdobramento do Regimento Escolar e do Plano de Gestão, este último, pautado nas Diretrizes e Metas desta Instituição de Ensino.
                       
3. Justificativa

A escola, instituição social delegada da família, deve estar comprometida com a promoção do desenvolvimento humano e com o atendimento das necessidades da sociedade. Assim, o seu processo de gestão deve ter uma visão global e uma ação local, visando a inserção contextualizada do aluno, em todas as suas dimensões, no mundo moderno, de forma autônoma e participativa. Para isso, precisa repensar a sua função institucional, considerando-se os aspectos éticos, políticos, culturais, científicos e tecnológicos atuais, através de um currículo e de ações que realmente considerem os novos paradigmas da educação.
E quem pode e deve reformar essa escola, senão os seus agentes educadores? Dentre esses agentes há os com especial responsabilidade: o Orientador Pedagógico e o Orientador Educacional, que, compartilhando com o Gestor, um processo de gerenciamento, têm como função mediar os objetivos escolares e os  resultados, ligando o pensar e o fazer; orientando, subsidiando a equipe: planejando, executando, avaliando e (re)propondo ações para atingir as metas, compartilhadas e pretendidas.

4. Valores

  • Ética
  • Responsabilidade
  • Justiça
  • Valorização Humana
  • Qualidade
       
5. Objetivos

A orientação educacional tem por objetivo promover atividades que favoreçam a integração individual e social do educando, tais como:
·         Ajudar a escola a organizar e realizar a proposta pedagógica.
  • Contribuir para a organização de turmas e grupos para atividades.
  • Contribuir para o desenvolvimento pessoal do aluno.Processo de acompanhamento dos educandos com propósito de auxiliá-los na solução de seus problemas de vida e de estudo.
  • Promover ações que conduzam à integração harmônica da comunidade escolar.
·         Propor ações voltadas ao engajamento da escola na vida da comunidade e vice-versaTrabalhar em parceria com o professor para compreender o comportamento dos alunos e agir de maneira adequada em relação a eles.
A opção pela educação integral e de qualidade significa: uma educação que os capacite para ocupar com competência e espírito crítico o seu lugar na sociedade. Nesse sentido, procuramos experiências de aprendizagem que estimulem o aluno a aprender a pensar, desenvolvendo capacidades como atenção, memorização, compreensão análise e criatividade, abrangendo todas as dimensões da pessoa e os diferentes âmbitos em que se desenvolve:



  • Cognitiva: sentidos, atenção, memória, mente concreta e abstrata, raciocínio, análise, síntese, resolução de problemas, espírito crítico e imaginativo, psicomotricidade, linguagem, leitura e escrita, técnicas e hábitos de trabalho.
  • Afetiva: vitalidade, auto-estima, senso de igualdade, sociabilidade, responsabilidades, valores estéticos, éticos e religiosos, além da solidariedade.
  • Comportamental: iniciativa, decisão consciente, autônoma, equilibrada e comprometida, dinamismo, perseverança e comportamento coerente com os valores evangélicos.

6. Quadro Teórico

Na instituição escolar, o orientador educacional é um dos profissionais da equipe de gestão.
O orientador educacional trabalha diretamente com os alunos, ajudando-os em seu desenvolvimento pessoal; em parceria com os professores, para compreender o comportamento dos estudantes e agir de maneira adequada em relação a eles; com a escola, na organização e realização da proposta pedagógica; e com a comunidade, orientando, ouvindo e dialogando com pais e responsáveis, entendida como um processo dinâmico, contínuo e sistemático, estando integrada em todo o currículo escolar sempre encarando o aluno como um ser global que deve desenvolver-se harmoniosa e equilibradamente em todos os aspectos: intelectual, físico, social, moral, estético, político, educacional e vocacional


                 Organograma Pedagógico

7. Procedimentos Metodológicos e Técnicos

A escola deve oferecer uma formação que permita ao aluno descobrir e desenvolver todas as suas capacidades e potencialidades: físicas, intelectuais (conhecimentos, hábitos e técnicas), emocionais (equilíbrio afetivo, auto-estima e capacidade criadora), sociais (comunicação e cooperação), éticas (vivências de valores) e espirituais. Paulo Freire, 1993.
Integrada com a Orientação Pedagógica e Docentes, a O.E. deverá ser um processo cooperativo devendo:
  • Mobilizar a escola, a família e a criança para a investigação coletiva da realidade na qual todos estão inseridos;
  • Cooperar com o professor, estando sempre em contato com ele, auxiliando-o na tarefa de compreender o comportamento das classes e dos alunos em particular;
  • Manter os professores informados quanto às atitudes do orientador junto aos alunos, principalmente quando esta atitude tiver sido solicitada pelo professor;
  • Esclarecer a família quanto às finalidades e funcionamento do SOE;
  • Atrair os pais para a escola a fim de que nela participem como forca viva e ativa;
  • Desenvolver trabalhos de integração: pais x escola,professores x pais e pais x filhos;
  • Pressupor que a educação não é maturação espontânea, mas intervenção direta ou indireta que possibilita a conquista da disciplina intelectual e moral;
  • Trabalhar preventivamente em relação a situações e dificuldades,promovendo condições que favoreçam o desenvolvimento do educando;
  • Organizar dados referentes aos alunos;- procurar captar a confiança e cooperação dos educandos, ouvindo-os com paciência e atenção;
  • Ser firme quando necessário, sem intimidação, criando um clima de cooperação na escola;
  • Desenvolver atividades de hábitos de estudo e organização;
  • Tratar de assuntos atuais e de interesse dos alunos fazendo integração junto às diversas disciplinas;
8. Projetos

A educação deve atingir os diferentes âmbitos da vida do aluno (família, lazer, amizades...) e para isso oferece atividades extra-classe para o aluno e sua família, procurando a integração dos pais no processo educativo.
Este semestre estaremos acompanhando todas as atividades que foram homologadas em calendário e dentro do possível estaremos agregando outras, tais como:

·        Grupo de estudo.
·        Gincana Pedagógica.
·        Logos na Ágora.
·        Manual de Estudos e trabalhos acadêmicos.



9. Referências

BARBOSA, Raquel Lazzari Leite (org.). Formação de educadores: desafios e perspectivas.São Paulo: Editora UNESP, 2003. VI Congresso Estadual Paulista sobre Formação de Educadores.
BOAVENTURA, E. A Educação Brasileira e o Direito. São Paulo: Edições Ciências Jurídicas, 1997. 352p.
BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei número 9394, 20 de dezembro de 1996.
CARNEIRO, Moaci Alves. LDB fácil: Leitura crítico – compreensiva artigo a artigo. 12º edição. Rio de Janeiro: Vozes. 2005.
DEMO, Pedro. Educação e qualidade. Campinas: Papirus. 1994.
FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler. Ed. Cortez. São Paulo, 2005.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. Ed. Cortez. São Paulo, 1993.
GATTI, B. A. Curso de pedagogia em questão ou a questão da formação dos educadores. São Paulo : Fundação Carlos Chagas, 1998. (mimeo. 6).
GIROUX, Henry A. Os professores como intelectuais: rumo a uma pedagogia crítica da aprendizagem. São Paulo: ARTMED, 2005.
IMBERNÓN, Francisco et al.. A educação no século XXI: os desafios do futuro imediato. São Paulo. ARTMED, 2005.
LÜDKE, Menga, ANDRÉ, Marli E. D. A. Pesquisa em Educação: abordagens qualitativas. São Paulo: EPU, 1986.
MENEZES, João Gualberto de Carvalho et al.. Estrutura e Funcionamento da Educação Básica: Leituras. 2º ed. São Paulo: Thomson. 2004.
PERRENOUD, Philippe. Dez novas competências para ensinar: convite à viagem. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2006.
RIOS, Therezinha Azeredo. Compreender e ensinar: por uma docência de melhor qualidade. São Paulo: Cortez, 2001.
SANTOS, Clovis Roberto. Educação escolar brasileira: estrutura administração e legislação. 2ª. Edição. São Paulo: Thomson-Pioneira. 2004.
SILVA, Eurides Brito. A educação básica pós LDB. São Paulo: Pioneira. 1998.
SOUZA, H. J. de. Como se faz análise de conjuntura. 13.ed. Petrópolis : Vozes, 1993.
SERBINO, Raquel Volpato et al. Formação de professores. São Paulo: Fundação Editora da UNESP, 1998. Seminários e debates.
ZAREMBA, Fellipe de Assis. et alli. O Diretor da escola pública estadual na gestão democrática. 2006. 36 f. Trabalho de conclusão de curso (Licenciatura em Pedagogia), Departamento de Educação, Centro Universitário Fundação Santo André, Santo André, 2006.

Um comentário:

  1. Gostei muito deste Planejamento, apesar de não extenso, está bem esclarecedor e de fácil entendimento à todos que estão a procura de um bom Planejamento. P A R A B É N S. !!!!!!

    Sumara Graça Santos. O.E

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